Depois do fim do capitalismo

Desde a crise financeira de 2008, ideias sobre a derrocada do capitalismo voltaram a circular. Se vivemos o momento sombrio em que o velho morreu e o novo ainda não nasceu, não há, porém, alternativa política clara apontando um caminho a se seguir, o que estende a agonia de um sistema que progressivamente dá sinais de seu esgotamento com o aprofundamento de suas contradições.

Um pensador na periferia da História

Paulo Arantes é um pesquisador da “sintaxe” histórica – da estrutura mesma das relações entre capitalismo, sociedade, ideologia, crise. Nos conduzindo pela complexa obra do intelectual paulista – de sua tese Hegel: a ordem do tempo ao mais recente O novo tempo do mundo – Gabriel Tupinambá esmiuça a obra de Arantes focado em uma questão: a experiência da transformação histórica.

O populismo, a várzea e o bicho: notas sobre a teoria do populismo e a crise da esquerda

“O populismo nunca esteve tão na moda. Não dessa forma, pelo menos. Antes, era xingamento. Embora muitos ainda torçam no nariz, sua rejeição já não é uma unanimidade”. Maikel da Silveira analisa os possíveis limites da razão populista na teoria de Ernesto Laclau e Chantal Mouffe a partir dos estudos de Gabriel Feltran sobre violência e periferia no Brasil. Para Silveira, mais que retornar heroicamente à base, precisamos aprender a jogar na “várzea” da organização política.

O capital está morto

O regime político do nosso tempo não é mais o capitalismo, nem é mais o neoliberalismo. O que é então? O novo livro de McKenzie Wark busca responder essa pergunta: “A classe dominante de nosso tempo não mantém mais seu domínio por meio da propriedade dos meios de produção, como os capitalistas. Tampouco por meio da propriedade da terra, como os latifundiários. A classe dominante do nosso tempo possui e controla informação.”

Maquinações de um mundo mineral

Drummond e Djanira, poeta e artista, ambos encontraram material poético num mesmo local, numa mesma atividade: a mineração de ferro na cidade de Itabira, Minas Gerais. Mais do que uma coincidência temática, o novo livro de José Miguel Wisnik sobre o poeta e a primeira exposição monográfica da artista desde sua morte jogam luz sobre uma coincidência de soluções formais e críticas sociais.