Um pensador na periferia da História

Paulo Arantes é um pesquisador da “sintaxe” histórica – da estrutura mesma das relações entre capitalismo, sociedade, ideologia, crise. Nos conduzindo pela complexa obra do intelectual paulista – de sua tese Hegel: a ordem do tempo ao mais recente O novo tempo do mundo – Gabriel Tupinambá esmiuça a obra […]

O populismo, a várzea e o bicho: notas sobre a teoria do populismo e a crise da esquerda

“O populismo nunca esteve tão na moda. Não dessa forma, pelo menos. Antes, era xingamento. Embora muitos ainda torçam no nariz, sua rejeição já não é uma unanimidade”. Maikel da Silveira analisa os possíveis limites da razão populista na teoria de Ernesto Laclau e Chantal Mouffe a partir dos estudos de Gabriel Feltran sobre violência e periferia no Brasil. Para Silveira, mais que retornar heroicamente à base, precisamos aprender a jogar na “várzea” da organização política.

O capital está morto

O regime político do nosso tempo não é mais o capitalismo, nem é mais o neoliberalismo. O que é então? O novo livro de McKenzie Wark busca responder essa pergunta: “A classe dominante de nosso tempo não mantém mais seu domínio através da propriedade dos meios de produção, como os capitalistas. Tampouco por meio da propriedade da terra, como os latifundiários. A classe dominante do nosso tempo possui e controla informação.”

Maquinações de um mundo mineral

Drummond e Djanira, poeta e artista, ambos encontraram material poético num mesmo local, numa mesma atividade: a mineração de ferro na cidade de Itabira, Minas Gerais. Mais do que uma coincidência temática, o novo livro de José Miguel Wisnik sobre o poeta e a primeira exposição monográfica da artista desde sua morte jogam luz sobre uma coincidência de soluções formais e críticas sociais.