O capital está morto

O regime político do nosso tempo não é mais o capitalismo, nem é mais o neoliberalismo. O que é então? O novo livro de McKenzie Wark busca responder essa pergunta: “A classe dominante de nosso tempo não mantém mais seu domínio por meio da propriedade dos meios de produção, como os capitalistas. Tampouco por meio da propriedade da terra, como os latifundiários. A classe dominante do nosso tempo possui e controla informação.”

Maquinações de um mundo mineral

Drummond e Djanira, poeta e artista, ambos encontraram material poético num mesmo local, numa mesma atividade: a mineração de ferro na cidade de Itabira, Minas Gerais. Mais do que uma coincidência temática, o novo livro de José Miguel Wisnik sobre o poeta e a primeira exposição monográfica da artista desde sua morte jogam luz sobre uma coincidência de soluções formais e críticas sociais.

O enigma de Foucault: a Revolução Iraniana

Michel Foucault já se viu no centro de uma enorme controvérsia a respeito de sua relação com a Revolução Iraniana. Foi acusado de flertar com o obscurantismo e de ser condescendente com a teocracia dos aiatolás. A publicação de entrevistas do filósofo sobre o tema, inéditas em português, pode jogar luz sobre a questão. Francisco Corrêa discute a extensão e os detalhes dessa relação conturbada.

O corpo e suas deficiências na literatura brasileira

Procurar um dispositivo que permeie os romances brasileiros contemporâneos não é uma tarefa simples. Eu poderia, por exemplo, falar das formas de brutalidade e violência, palpáveis em algumas e obnubilados em outras obras. Este trabalho, porém, pende para outro dispositivo: o corpo humano, suas deficiências e suas limitações.

Mais uma vez, Édipo?

A filosofia e a psicanálise não resistem ao mito de Édipo. Aristóteles, Hegel, Nietzsche, Freud e todos os helenistas da história humana já se debruçaram sobre Édipo. O que uma nova tradução de Édipo (desta vez não Rei, mas Tirano) teria a nos dizer de novo?

O centro não sustenta

Como pensar uma crise global da democracia quando a maior parte das mudanças apontadas como antidemocráticas foram concretizadas através de mecanismos democráticos de escolha? Esse paradoxo é a inquietação que motiva um dos livros mais relevantes de 2018: Como as Democracias Morrem, de Steven Levitsky e Daniel Ziblatt.